MFT (Master Table File) apareceu quando o Windows começou a usar um tipo de partição que prometia ser invulnerável à fragmentação, a NTFS. É uma tabela que contém o índice de todos os endereçamentos físicos dos arquivos contidos no disco. Tal tabela é a
interface entre a parte lógica e a física.
Resumindo: quando um arquivo é solicitado ao sistema operacional, ele precisa encontrar o seu local exato no disco. Caso não existisse uma tabela de índice, a cada solicitação o sistema deveria varrer o disco para descobrir a localização de cada arquivo. Se
a coisa fosse feita assim, os tempos atuais de milissegundos poderiam subir para horas, talvez dias.
O Windows Vista/7 aloca inicialmente cerca de 12% do drive como zona de MFT, para permitir o crescimento posterior. Na medida em que o número de arquivos aumenta, a tabela de MFT também aumenta, podendo se expandir além da zona inicialmente alocada. Contudo,
a nova alocação de espaço físico pode não ser contígua, seguindo o padrão da zona originalmente alocada, levando à fragmentação da tabela de MFT. Quando isto acontece, a velocidade geral de acesso é rebaixada, porque o sistema perde mais tempo procurando os
endereçamentos físicos.
No Windows, não há muita coisa a se fazer para aumentar o tamanho dos registros destinados à MFT. E como ja explicado não haveria a necessidade da limpeza, ja que o mesmo auxilia no desempenho da leitura de arquivos.